As multas eSocial SST 2026 foram reajustadas por portaria federal e os valores chegam a R$ 44.396,84 por infração — valor que dobra em caso de reincidência. Muitas empresas em Manaus acreditam que estão em conformidade porque enviam os eventos ao eSocial. Esse raciocínio está custando caro. Enviar com erro ou atraso é tão grave quanto não enviar.
Este post explica, sem enrolação, quais infrações geram autuação, quanto custa cada uma e o que o setor de RH precisa fazer para não ser pego de surpresa.
Multas eSocial SST 2026: o que mudou com as novas portarias
Dois instrumentos legais redefiniram o cenário de penalidades em SST para 2026:
A Portaria MTE nº 1.131/2025 (publicada em 03/07/2025) atualizou os valores das multas trabalhistas relacionadas ao eSocial SST. Elas estavam congeladas desde 2019 e tiveram reajuste significativo. Os novos valores mínimos partem de R$ 402,53 por infração de grau 1 e podem ultrapassar R$ 6.708,08 por trabalhador em casos graves.
A Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026 (janeiro de 2026) atualizou as multas previdenciárias, impactando diretamente obrigações como PPP, LTCAT e CAT.
Ambas as portarias podem ser consultadas no portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.
O ponto central que o RH precisa entender: o eSocial não aplica multa automática por atraso, mas registra cada omissão silenciosamente. Quando a fiscalização cruza os dados — e o cruzamento é automático entre eSocial, INSS e Receita Federal — a empresa que acumulou atrasos não tem como alegar boa-fé.
Multas eSocial SST 2026: quanto custa cada infração
Aqui estão os valores atualizados para as infrações mais comuns em SST:
S-2220 (Monitoramento da Saúde do Trabalhador) ausente ou incorreto
A ausência de ASO no eSocial, quando exigido pelo PCMSO, gera multa por empregado. O cálculo parte de R$ 443,97 acrescido de R$ 104,31 por trabalhador afetado, com teto de R$ 44.396,84. Uma empresa com 20 funcionários sem exames informados corretamente pode ser autuada em até R$ 8.046,60 em uma única fiscalização.
S-2240 (Condições Ambientais do Trabalho) omisso ou incompleto
Este é o evento de maior risco financeiro. Em casos de omissão de riscos ambientais graves para múltiplos trabalhadores, a multa pode atingir R$ 336.841,70 por infração, conforme enquadramento da Portaria MTE 1.131/2025. O S-2240 precisa estar alinhado com o LTCAT e o PGR — qualquer inconsistência entre os documentos se torna prova contra a empresa.
S-2210 (Comunicação de Acidente de Trabalho) fora do prazo
A CAT deve ser registrada até o primeiro dia útil após o acidente, ou no mesmo dia em caso de morte. O atraso ou não envio gera multa entre R$ 1.621,00 e R$ 8.475,55, com possibilidade de dobrar em reincidência.
LTCAT inexistente ou desatualizado
A ausência pura do LTCAT gera uma multa fixa de R$ 34.997,79, independentemente do número de funcionários. É um dos documentos mais fiscalizados pela Receita Federal por ser a base para concessão de aposentadoria especial.
Falha geral em obrigações de SST no eSocial
Portaria MTE 1.131/2025 consolidou uma fórmula base: R$ 443,97 + R$ 104,31 por trabalhador prejudicado, com teto de R$ 44.396,84. Em caso de reincidência ou resistência à fiscalização, esse valor dobra.
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Os 5 erros que mais geram autuação em empresas de Manaus

Estes são os pontos de risco mais frequentes identificados em auditorias digitais:
1. Inconsistência entre PGR, LTCAT e S-2240
O eSocial cruza automaticamente os dados enviados com as informações dos documentos de SST. Se o PGR aponta um agente químico e o S-2240 não menciona, a inconsistência gera auto de infração sem necessidade de auditor presencial.
2. S-2220 enviado sem base em PCMSO atualizado
Muitas empresas enviam o evento de monitoramento de saúde sem ter o PCMSO formalmente elaborado ou sem que o médico coordenador seja identificado. O eSocial aceita o envio, mas a fiscalização posterior invalida tudo.
3. Atraso sistemático nos eventos sem justificativa
O atraso isolado pode ser tolerado em primeira infração. O atraso recorrente é registrado como inadimplência sistêmica — e o histórico está disponível para o auditor a qualquer momento.
4. LTCAT desatualizado após mudança de risco
O LTCAT precisa ser atualizado sempre que houver mudança nas condições ambientais do trabalho. Empresa que alterou processo produtivo e não revisou o laudo está irregular, mesmo que tenha um LTCAT emitido anos atrás.
5. CAT não registrada por medo de elevar o FAP
O Fator Acidentário de Previdência (FAP) leva em conta o histórico de acidentes, e muitas empresas optam por não registrar a CAT achando que isso as protege. A omissão é infração específica com multa própria — e, em caso de perícia posterior, a empresa fica em posição ainda mais vulnerável.
Por que o eSocial SST virou ferramenta de fiscalização automática
Antes de 2023, a fiscalização de SST dependia de auditor do Ministério do Trabalho visitando a empresa fisicamente. Com a consolidação do eSocial SST, esse modelo mudou.
O sistema cruza em tempo real os dados enviados pelas empresas com as bases do INSS, Receita Federal e Ministério do Trabalho. Inconsistências são detectadas e registradas automaticamente. A empresa que envia dados errados cria, ela mesma, a prova contra si.
Outro ponto crítico: empresas que não enviam nenhum evento de SST há muito tempo ficam marcadas como “invisíveis” para o sistema. Quando a fiscalização identifica essa situação — por cruzamento de dados de folha ou por denúncia de trabalhador — a autuação cobre todo o período de omissão, não apenas o mais recente.
O que o RH deve conferir agora: checklist de conformidade eSocial SST
Antes de encerrar o mês, confira estes pontos para evitar as multas eSocial SST 2026:
- PCMSO elaborado e assinado por médico do trabalho com CRM ativo
- S-2220 enviado para cada trabalhador com ASO emitido nos últimos 12 meses (ou conforme periodicidade do cargo)
- PGR atualizado com todos os riscos mapeados, inclusive psicossociais conforme NR-1 2026
- LTCAT emitido e alinhado com o PGR e o S-2240
- S-2240 com agentes ambientais preenchidos conforme o LTCAT
- S-2210 enviado para todos os acidentes ocorridos no período Histórico de envios sem lacunas acima de 30 dias consecutivos
O risco de delegar sem controle
As multas eSocial SST 2026 recaem sobre o CNPJ do empregador, não sobre o prestador de serviço. Terceirizar a gestão do eSocial SST para uma clínica ou escritório é uma decisão válida, mas não transfere a responsabilidade legal da empresa. Se o fornecedor enviou dados incorretos, a autuação recai sobre o CNPJ do empregador, não sobre o prestador de serviço.
O RH precisa ter acesso ao painel do eSocial e conferir periodicamente se os eventos foram transmitidos e processados. Transmitido com erro processado como “rejeitado” equivale a não enviado.
Saúde Prime Manaus: gestão completa do eSocial SST para sua empresa
Evitar as multas eSocial SST 2026 começa com uma cadeia de conformidade bem estruturada. A Saúde Prime cuida de tudo — do exame ao evento:
- Elaboração e atualização de PCMSO, PGR e LTCAT integrados entre si
- Emissão de ASO com registro vinculado ao S-2220 no eSocial
- Transmissão e acompanhamento dos eventos S-2210, S-2220 e S-2240
- Emissão de relatório de conformidade periódico para o RH
Com laboratório próprio em Manaus, a Saúde Prime elimina o intermediário entre o exame e o documento. O resultado sai mais rápido, o evento é enviado no prazo e o RH tem evidência documental de tudo.
Conclusão
As multas eSocial SST 2026 não são ameaça futura — são realidade presente. Valores que chegam a R$ 44.396,84 por infração, dobrados em reincidência, transformam qualquer descuido em passivo financeiro relevante. O eSocial SST está funcionando como ferramenta de auditoria automática, e o histórico de omissões fica acessível à fiscalização a qualquer tempo.
O RH que trata o eSocial SST como burocracia acessória está assumindo um risco que a empresa não autorizou. A conformidade não depende de sorte — depende de processo, documentação alinhada e parceiro técnico que entende o que está fazendo.
Regularize sua empresa sem complicação. Fale com a Saúde Prime Manaus e receba uma proposta no mesmo dia.
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